Paulo Skaf vai até Temer pedir uma redução no conteúdo nacional em equipamentos para a indústria

A FIESP foi ao governo que elegeu para lhe propor (ordenar?) a redução de 70 para 40% do percentual de conteúdo nacional em equipamentos importados para a indústria, essencialmente a de petróleo, a única que ainda cresce nesse momento de crise. É uma inacreditável manifestação de entreguismo por parte desse vendilhão da pátria, chamado Paulo Skaf, que comanda a maior central de patifarias na área industrial em defesa de interesses próprios que faz prevalecerem, por exemplo, sobre os interesses dos trabalhadores ameaçado pelo desemprego ou já sofrendo suas consequências.

A lei do conteúdo nacional é principalmente uma lei de proteção do emprego e da tecnologia nacional. Todos os países do mundo, quando ainda em processo de desenvolvimento, recorreram a alguma forma de proteção da indústria interna. É o óbvio. Sem proteção a empresa nacional é liquidada pela concorrência de empresas estrangeiras em condições tecnológicas mais avançadas. E sem proteção da empresa, desaparece o emprego, razão essencial para uma política industrial de proteção.




Acontece que o senhor Paulo Skaf, que se apoderou e se mantém por meios escusos na presidência da Fiesp, está longe de ser um industrial verdadeiro. Todo mundo em São Paulo sabe que ele não tem indústria, como é também o caso do presidente da Firjan, no Rio. É um vigarista. Elegeu-se e continua se elegendo presidente da entidade recorrendo à manipulação de eleitores fantasmas. Estes últimos são sindicatos de gaveta, cujas empesas desapareceram por muito tempo mas que são preservadas para as manobras eleitorais. Por exemplo, sindicatos de padeiros tem o mesmo peso, na Fiesp, que a indústria automobilística.

Tudo isso teria importância relativa se o senhor Skaf não tivesse sentado em cima de um caixa anual de R$ 3,8 bilhões de dinheiro público que ele gasta com total de e desenvoltura, comprando a grande imprensa. É dinheiro acima do que dispõem a esmagadora maioria dos ministérios. As pessoas pensam que é dinheiro de origem empresarial, mas não é. A quase totalidade é dinheiro do Sesi e do Senai, que o vigarista usa, por exemplo, para pagar deputados em projetos de seu interesse, invariavelmente contra o povo. Agora mesmo a Fiesp, o Sesi e o Senai assinaram anúncio de R$ 15 milhões nos jornais em defesa da sórdida PEC-241, que virou PEC-55 no Senado.

É inacreditável, mas o senhor Skaf não cuidou sequer de esconder a origem pública do dinheiro usado para promover uma lei antes de ser aprovada. No caso do impeachment, ele foi mais discreto. Promoveu uma reunião em São Paulo para juntar R$ 700 milhões a fim de comprar deputados em favor do sim naquela deplorável votação na Câmara, mas apenas os presentes ao encontro e os seus beneficiários (entre os quais meu informante) souberam de suas intenções. Como os industriais reagem às manobras do senhor Skaf? A maioria se conforma porque sabe que o caixa manipulado pelo senhor Skaf é muito poderoso.

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