Iremar Marinho: Dilma Rousseff sobre o golpe natimorto: “Depois não digam que não avisei”

A vergonha do golpe contra a presidente Dilma Rousseff é o STF não ter barrado no nascedouro o atentado infame contra a Constituição Federal e a democracia.

Natimorto na Câmara Federal, o processo de impeachment prossegue como cadáver porque o STF, acovardado, não teve hombridade e responsabilidade de sepultar uma monstruosidade contra a dignidade da nação brasileira.

Gerado pela insânia da facção política de extrema direita ao perder a quarta eleição consecutiva de presidente da República para o PT, o processo infame para afastar Dilma Rousseff foi costurado sobre um dossiê de mentiras, encomendado à trinca de pretensos juristas, mas mercenários ressentidos, Miguel Reale Junior, Hélio Bicudo e Janaína Pascoal.

Carregado sob o formol da aliança político-judicial-midiática a serviço da extrema direita (no Brasil a direita é sempre extrema), o cadáver do impeachment exala odor insuportável e grande repulsa interna e internacional.

O coveiro-mor Ricardo Lewandowsky, que não se empenhou, como era seu dever constitucional, para enterrar o monstruoso cadáver do impeachment no nascimento, desvelou-se em fazer a deformidade político-judicial ressuscitar, num espetáculo indigno, capaz de envergonhar clowns do pior circo de horrores.

O que vem, no Brasil, daqui a 10 dias, nem se pode dizer que é imprevisível, porque a extrema direita tem perfeita consciência do caos que vem promovendo desde que foi anunciada a segunda vitória presidencial de Dilma Rousseff.

Certo é que, do mesmo modo que nos demais momentos históricos em que teve de lutar contra opressores, ditadores e usurpadores, o povo brasileiro já vem demonstrando que só vai parar a luta quando apear da cadeira que não lhe pertence, mais um deles, o vampiresco Michel Temer.

A presidente Dilma Rousseff, como a dizer aos golpistas: “depois não digam que não avisei”, fez ao país a promessa de convocar o plebiscito para reforma política e realização de novas eleições.

Como todos sabem que é muito difícil a reversão do golpe, Dilma Rousseff fica com a vantagem de ter reafirmado seu propósito de governabilidade do país, que está há três meses sendo destroçado por um desgoverno de terra arrasada.

Quanto à antecipação de eleições, no cenário em que a presidente reassuma seu cargo legítimo, mesmo que o Congresso aprove a realização do plebiscito, não haverá tempo para se fazer isso em dois anos. Logo, a próxima eleição presidencial haverá sim, em 2018, e o candidato da preferência do povo, contra tudo e contra todos os golpes, é Lula da Silva, para, mais uma vez, arrombar a boca de todas as urnas eleitorais do país.

Iremar Marinho


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