Dilma Rousseff: ‘Eles não me obrigaram a me suicidar, como obrigaram o Getúlio’

Às vésperas de ir ao Senado apresentar sua defesa contra o impeachment, a presidente afastada Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (23) que, graças à democracia, não foi “obrigada a se suicidar, como obrigaram Getúlio”, em referência ao ex-presidente Getúlio Vargas, que, em 1954, suicidou-se sob pressão para renunciar ao cargo.

“Não renunciei porque hoje temos espaço democrático. Eles não me obrigaram a me suicidar, como obrigaram o Getúlio e não fui obrigada a pegar um avião e ir para o Uruguai como fizeram com o Jango [o também ex-presidente João Goulart]”, disse Dilma em ato organizado pela Frente Brasil Popular, que reúne movimentos de esquerda, na Casa de Portugal, em São Paulo.




Evitando discurso de vitória no Senado e afirmando que o processo de impeachment tem sido “muito duro” para ela, a petista disse que “essa luta não tem data para terminar”, já que a “maior vitória” desse período foi a que “aprendemos que a democracia não está garantida”.

Dilma voltou a comparar o presidente interino Michel Temer e seu entorno a “parasitas”, dizendo que se “considerarmos que a democracia é uma árvore, este golpe parlamentar é como um ataque de parasitas, que assumem lentamente o controle dessa árvore”.

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