Defesa de Dilma juntará entrevista de Temer no Mandado de Segurança que pede a anulação do golpe

O Debate Progressista entrou em contato com José Eduardo Cardozo, advogado da presidenta eleita Dilma Rousseff, para falar sobre a entrevista de Michel Temer à rede Bandeirantes, onde foi dito que o impeachment ocorreu porque Cunha, então presidente da Câmara, não teve os votos do PT no Conselho de Ética.




Cardozo afirmou que juntará a entrevista de Temer ao Mandado de Segurança nessa segunda-feira (17) para confirmar a tese de que o processo contra a presidenta eleita é nulo devido ao desvio de finalidade praticado pelo ex-presidente da Câmara.

“Amanhã, nós vamos juntar essa entrevista do Temer no Mandado de Segurança que ainda não foi julgado sobre a matéria. Nesse Mandado de Segurança, além de nós falarmos que faltam motivos pro impeachment, nós alegamos o desvio de poder, ou seja, que o processo de impeachment foi aberto e todo o seu processamento foi realizado para alcançar uma finalidade que não era, efetivamente, a aplicação de uma sanção justa à presidente; e um dos fatos que mostra a nulidade do processo é justamente a decisão de Eduardo Cunha de abrir o processo por vingança, que agora foi testemunhado pelo Michel Temer, mostrando, então, que foi um processo viciado, nulo e praticado por desvio de poder”, disse Cardozo.

O advogado de Dilma Rousseff ainda disse acreditar que o STF fará a apreciação do Mandado de Segurança antes do fim de 2018.

“Acho que seria irrazoável esperar que o mandato de temer se acabe, e a ação se extinga naturalmente com a perda do objeto. Confio que isso não ocorrerá”, afirmou Cardozo.