Início Colunas De Pedro Parente e Ivan Monteiro até Adriano Pires… Tudo farinha do mesmo saco!!!!!

De Pedro Parente e Ivan Monteiro até Adriano Pires… Tudo farinha do mesmo saco!!!!!

Em entrevista no dia 6 de junho ao programa da Record News apresentado por Heródoto Barbeiro, o economista Adriano Pires falou sobre a greve dos caminhoneiros e sobre a Petrobrás.

Para quem não sabe, Adriano Pires apoiou o então Senador da República Aécio Neves em sua campanha presidencial em 2014, e em 2016, após Temer assumir o governo, teve seu nome especulado para suceder Bendine na Presidência da Petrobrás. Além de dar pitaco na greve dos caminhoneiros, Pires deixa bem claro sua posição em defender os interesses do mercado estrangeiro, falando sobre a privatização da Petrobrás e colocando em segundo plano os interesses da população brasileira.

Citou que a Petrobras quase quebrou por subsidiar o diesel, mas esqueceu (propositadamente) de citar dados relevantes, que serão expostos agora:

Para se ter ideia, em 2003 o valor de mercado da empresa era de US$ 15,5 bilhões chegando a US$ 115 bilhões em 2014. Tivemos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, e o valor em pesquisa passou de cerca de R$ 100 milhões para R$ 1,2 bilhão. A produção de petróleo no Brasil era de 1,5 milhão de barris/dia e atingimos valores próximos de 3 milhões de barris/dia. Ao aumentar a produção de petróleo deixamos de ser reféns da política de preço de combustíveis do mercado internacional, e por isso não precisamos acompanhar o preço da variação barril de petróleo no mundo e muito menos a alta do dólar.

Seguir a tendência do Mercado Internacional Adriano Pires? Não precisamos.

Temos um mercado cativo, que é o próprio povo brasileiro e com as refinarias produzindo em sua capacidade máxima temos condições de vender nossos combustíveis mais baratos. Adriano Pires mais uma vez não explica que reduzimos a produção de combustíveis em nossas refinarias,  passamos a exportar petróleo (matéria prima) e importar Gasolina e Diesel (produto com valor agregado maior), e como consequência dessa política desastrosa, beneficiamos os importadores que passaram a vender a gasolina e diesel mais caros.

A Petrobrás tem dívidas como qualquer outra empresa de Petróleo, isso por que precisamos de investimentos para continuar explorando, e por ser uma empresa que tem uma das maiores reservas de Petróleo no mundo, nos dá garantias de pagamentos dessas dívidas. Lembrando que se comprovadas as nossas reservas de Petróleo, seremos o primeiro país fora da OPEP a ter condições de influenciar o valor do preço do barril no mundo. Não é a toa que que as empresas estrangeiras estão de olho na Petrobrás.

Com os investimentos na Petrobrás, tivemos como consequência a geração de novos postos de trabalho no setor aumentando de 46 mil para 85 mil funcionários, além de 350 mil prestadores de serviço até 2015 (Realidade diferente da atual, os desinvestimentos reduziu os postos de trabalho aumentando o desemprego). Hoje somos uma das maiores empresas de Petróleo do mundo.

Adriano Pires também cita a maldição do petróleo como justificativa pelo subsídio nos preços de gasolina, mas esquece mais uma vez de citar que a Noruega antes de descobrir suas reservas de petróleo, foi um país pobre e hoje é um dos países mais ricos do mundo e sem desigualdade social. Nosso marco regulatório do pré-sal antes das alterações feitas em 2015, baseou-se no modelo Norueguês. Criamos o Fundo Soberano que garantia investimentos em saúde e educação para a população brasileira e proteção do conteúdo nacional, que garantia desenvolvimento para as indústrias brasileiras, principalmente o setor Naval. Bastaram alguns meses do governo de MiSHELL Temer para acabar com tudo isso.

E para finalizar Adriano Pires diz não ver mal nenhum no rentismo, acontece que esse modelo neoliberal de rentismo adotado no Brasil promove a hegemonia do capital financeiro, sob sua forma especulativa. O capital especulativo não financia a produção, o consumo, a pesquisa, somente privilegia aqueles que vivem da compra e venda de papéis, e isso não cria nem bens e muito menos gera empregos em nosso país. Somos um País Periférico e esse modelo não beneficia em nada o desenvolvimento do Brasil.

Wallace Ouverney
Membro da Associação Cultural José Martí(ACJM/ES) e Militante pelo PC do B.

 


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