Como previsto, aliança entre PMDB e PSDB começa a ruir; Alckmin perto de 2018

No Painel, a jornalista Natuza Nery informou que o governo interino não tem interesse em apresentar uma proposta para o fim da reeleição.

Fica claro que Michel Temer fará de tudo para disputar a próxima eleição – mesmo que não tenha chance alguma. Inclusive, o ministro Geddel Vieira Lima afirma que não tem como aprovar reformas duras e chegar em 2018 “bombando”. Outro ministro afirmou que o fato do interino ser ficha suja não impede o impedirá de ser candidato, para o Planalto, a condição ainda é reversível, se preciso for, tentarão alterar a lei para tornar o interino um ficha limpa.

Um tucano se irritou e acenou para um boicote contra o interino: “Eu vou botar a minha cara pela reforma da Previdência para eleger o Michel?”, disse.

Tudo isso estava previsto, uma vez que o centro do golpe é, sim, o PSDB. Inicialmente, a cúpula tucana se comprometeu em apoiar o governo interino, mas, de acordo com os planos da elite paulista, tal apoio jamais chegaria a 2018. Michel Temer foi o beneficiário direto por ser o vice-presidente, o golpe foi para derrubar a presidente eleita pelo voto popular e não para colocá-lo no Planalto.

Tudo caminha para a construção da candidatura de Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, que se reelegeu, em 2014, com uma votação expressiva – mesmo sendo um dos principais responsáveis, juntamente com José Serra -, pela crise hídrica do estado em 2015. Outro ponto que corrobora com a conspiração é a exposição excessiva do senador Aécio Neves (PSDB-MG), um candidato nitidamente mais forte que Alckmin, mas que não está nos planos da elite paulista.

Algo que ainda não ficou claro é o futuro de José Serra (PSDB-SP), que – por fazer parte “clã” -, pode atrapalhar a candidatura do colega paulista, como fez com Aécio em 2010. Aguardemos.