Com Temer, setor de serviços tem o pior setembro desde 2012

Em setembro, o volume do setor de serviços recuou 4,9% em relação ao mesmo mês de 2015. Segundo o o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa é a maior queda para o mês desde o início da série histórica do indicador, em janeiro de 2012.

Já na comparação com agosto, a queda foi um pouco mais branda, de 0,3%. No mês anterior, frente a julho, a queda havia sido maior, de 1,4%. No ano, de janeiro a setembro, o setor acumula queda de 4,7% e, nos últimos 12 meses, de 5%.

De agosto para setembro, recuaram outros serviços (-2,5%); serviços prestados às famílias (-0,9%) e serviços de informação e comunicação (-0,6%). O agregado especial das atividades turísticas cresceu 1,5%, bem como serviços profissionais, administrativos e complementares (0,7%) e transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (0,3%).




No entanto, independentemente das variações, as maiores contribuições para a taxa nacional partiu de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio; seguidos de serviços profissionais, administrativos e complementares, serviços de informação e comunicação, serviços prestados às famílias e outros serviços.

De acordo com o IBGE, os serviços de tecnologia da informação têm se destacado pelos resultados positivos desde abril, “o que ressalta sua característica de segmento dinâmico, com a geração de serviços de elevado valor agregado”.

TRIMESTRE

No terceiro trimestre deste ano, o volume de serviços recuou 0,5% em relação ao trimestre anterior, resultado inferior às quedas registradas no segundo (1,1%) e no primeiro trimestre de 2016 (1,4%).

Tiveram destaque serviços prestados às famílias, com alta de 1,1%, serviços profissionais, administrativos e complementares (0,2%) e transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (0,2%).

Já na comparação com o mesmo trimestre de 2012, a baixa foi de 4,4%. “Esses resultados sinalizam um menor ritmo de queda no setor”, diz o IBGE. Todos os segmentos apresentaram quedas – a mais forte foi registrada em transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio.

POR REGIÕES

De agosto para setembro, as maiores taxas positivas partiram de Rondônia (6,5%), Sergipe (6,2%) e Espírito Santo (4,3%) e as mais negativas, do Rio de Janeiro (-5,8%), do Mato Grosso (-5,3%) e do Pará (-3,2%).

Na comparação com setembro do ano passado, só Pernambuco registrou variação positiva (0,5%). Na outta ponta, estão Bahia (-7,1%), Espírito Santo (-7,1%), Santa Catarina (-6,8%), Paraná (-6,3%), Minas Gerais (-6,0%), Rio Grande do Sul (-3,7%), Ceará (-2,7%), Rio de Janeiro (-2,1%), São Paulo (-0,5%), Goiás (-0,5%) e Distrito Federa (-0,1%).

Via G1


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