Com Temer, rombo nas contas públicas em junho bate recorde negativo de FHC em 2002

As contas públicas encerraram junho com um déficit de R$ 19,552 bilhões. Esse é o pior resultado para o mês desde o início da série histórica do Banco Central, em 2002. No acumulado do ano, o rombo do setor público consolidado (formado pelo governo central, estados, municípios e estatais) já é de R$ 35,18 bilhões ou 1,11% do Produto Interno Bruto (PIB), também um recorde.




O governo espera encerrar 2017 com um resultado negativo de R$ 143,1 bilhões. Em 12 meses, o número ainda está maior do que isso: o déficit acumulado é de R$ 167,2 bilhões, ou 2,62% do PIB.

O governo central (formado por Previdência Social, Banco Central e Tesouro Nacional) é responsável pela maior parte do rombo e teve um déficit de R$ 19,9 bilhões. Já estados e municípios apresentaram um superávit de R$ 240 milhões no mês. As estatais também tiveram resultado positivo de R$ 145 milhões.

Nos primeiros seis meses do ano, o governo central acumulou um déficit de R$ 54,7 bilhões. Os governos regionais e as estatais tiveram desempenho positivo no semestre, de R$ 18,9 bilhões e R$ 575 milhões, respectivamente.

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