Com o Supremo, com tudo: Fachin nega incluir Temer em inquérito do ‘quadrilhão’ do PMDB

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), negou nesta quinta (10) a inclusão do presidente Michel Temer no inquérito que apura se deputados do PMDB participaram do esquema de corrupção na Petrobras.




A decisão também vale para os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).

O ministro atendeu a uma solicitação da defesa do presidente e negou pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Na decisão, Fachin afirma que os fatos pelos quais o presidente é suspeito já estão sendo investigados em outro inquérito, que deu origem à denúncia contra Temer por corrupção passiva.




Ou seja, mesmo sem incluir o nome do presidente, os indícios poderão ser analisados em conjunto pelos investigadores da Lava Jato.

A investigação foi aberta a partir da delação da JBS e foi desmembrada em um novo inquérito, que virou denúncia.

Fachin afirmou que o inquérito originário aberto para investigar Temer já contém “a apuração das supostas práticas delituosas relacionadas, em tese, aos crimes de organização criminosa e obstrução à Justiça”.

O ministro disse que este material já foi compartilhado no inquérito do “quadrilhão” do PMDB.

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