Iremar Marinho: Brasil reage à monstruosidade do golpe contra Dilma Rousseff

O lema da luta do povo, no Brasil ameaçado pelos golpistas não é outro senão o seminal: Independência ou Morte!

Aplicado o golpe de mão do impeachment, no Tribunal de Exceção instaurado no Senado, a reação do povo contra a monstruosidade judicial-parlamentar deverá será imediata, começando pela ocupação de locais estratégicos onde se situarem sedes de entidades cozinheiras da quartelada civil pela da destituição do mandato legítimo da presidente Dilma Rousseff.

Confirmado esse cenário, o Supremo Tribunal Federal entra para a História não só pela omissão de não deter a sanha vingativa de politicopatas para alcançar o poder sem eleição, como pela participação ativa no movimento contra a Constituição e a democracia, antes só protagonizado no país pelos brucutus mais radicais da ditadura militar, em 1964.

A omissão da Corte Suprema por um lado e sua ação coadjuvante por outro, chega ao ponto do seu presidente, Ricardo Lewandowsky, pateticamente e sem cerimônia, dar continuidade ao processo espúrio iniciado pelo deputado gângster Eduardo Cunha, quando devia repudiar e denunciar toda a trama criminosa ao país e ao mundo.

Dilma Rousseff não tem comprovada contra ela a prática de nenhum crime de responsabilidade e sequer respondeu ou responde a nenhum processo criminal, chegando os golpistas à ousadia de forjarem um dossiê para tentarem incriminar a presidente da República, que os derrotou duas vezes, sucessivamente, nas urnas.

Quanto à luta do povo, não será guerra civil e sim a guerra contra os golpistas, iniciada desde a eleição da presidente, e que só vai parar quando as víboras que estão sabotando a democracia e os governos de inclusão social forem isoladas.

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“Dos inimigos temos medo ou revolta

Dos que se negam, vemos marcas no seu rosto

De quem não ama, como é triste o seu viver

Do acusado, já se sente a solidão

De quem se esconde, como é fraco o coração

(“Dos Inimigos” – Lula Côrtes)


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