Cleber Lourenço: O mandato de Dilma servido em uma bandeja

Para os mais realistas e atentos, não é nenhum segredo. O mandato de Dilma foi entregue desde o início, servido de bandeja

Desde o afastamento da presidente Dilma Rousseff, o partido se envolveu e promoveu em diversas “ações” estapafúrdias e apalermadas na “tentativa” de evitar a queda de Dilma, mas sem qualquer efeito prático.

O PT e suas linhas auxiliares conseguiram mais uma vez, de fato, inovar na política nacional, criando a homeopatia política, que seria nada menos do que dar a falta sensação de “cura”.




O que começou com uma verdadeira micareta contra o impeachment, que envolvia desde cirandas até musiquinhas dançantes, logo se transformou em um show de horrores com bundaços, vomitações e manifestações bizarras das mais inúteis, que deram para sua militância a perigosa e falsa sensação de estarem fazendo algo efetivo contra o impeachment.

Os semanais “grandes atos”, que muitas vezes serviram apenas como espaço para um proselitismo entorno de Lula, por muitas vezes colocou o próprio impeachment em segundo plano. Era extremamente difícil e até raro contar com a presença da vítima de todo o processo, sim Dilma, ela já sabia de uma de uma dura realidade, seu mandato era o Titanic e ela era o Jack, seu partido era a Rose.

Mas isto não era surpresa para ela, Dilma sabia que apagaria a luz da festa ainda em outubro de 2015, quando o partido e o próprio Lula, embora até hoje ainda neguem com veemência, tentaram articulações com seu desafeto político, Eduardo Cunha. Fontes dentro do próprio partido confirmam a informação para este colunista.

Após o “retorno triunfal” de Lula ao front petista, ficou clara a intenção do partido. Dilma já havia sido abandonada antes mesmo do processo de impeachment, o plano era simples.

O PT já optado pelo mesmo caminho que o de Temer, a traição, abandonariam de forma discreta o mandato de sua presidente, transformariam o processo de impeachment em um processo traumático não para o povo brasileiro e sim para o próprio partido, que em troca de se deixar ser golpeado, usará o processo como mote em 2018 saindo como um mártir da democracia, Lula será o maior beneficiado desta campanha saindo como vítima.

As eleições municipais de 2016 chegaram para comprovar a segunda traição sofrida por Dilma.

Foi aí que chegou novamente mais um sinal da indisposição do partido em salvar o mandato de sua presidente, o PT optou por manter alianças com o PMDB nas eleições municipais por todo o Brasil, não é muito difícil encontrar o PT coligado com candidatos de partidos que fazem a linha de frente pelo impeachment como em Mogi das cruzes onde está coligado com um Solidariedade ou no nordeste onde existe aliança até com o PSDB.

O PCdoB principal linha auxiliar do PT na “luta” contra o impeachment repete as mesmas trapalhadas de seu “chefe” inclusive fazendo oposição ao PT em muitos municípios!

Mas nada disto sequer é um segredo, o PT em todos os seus governos jamais se negou a dar gordas verbas para aqueles que lhe apedrejavam todos os dias, se afastou da população de forma grosseira, sendo inclusive hostil com movimentos por moradia em São Paulo.

Com o processo do impeachment chegando em sua reta final fica mais evidente esse processo, um partido evidentemente desesperado pelo famigerado fundo partidário e que agora vive exclusivamente entorno disto.

Infelizmente sabe quem sofrerá com tudo isto? Sim, APENAS O TRABALHADOR que irá PAGAR O PATO das medidas de austeridade propostas por Michel Temer, o inexpressivo político brasileiro, que vive em um mundinho imaginário onde acredita que ganharia algum cargo no executivo através do voto.

Não preciso nem falar de suas tralhadas ministeriais ou da “genial” ideia de colocar José Serra como Chanceler brasileiro o que anda nos rendendo sucessivos imbróglios internacionais.

Para terminar deixo 3 palavras para José Serra: KÁTIA, ROSTO, VINHO.