Cármen Lúcia sucederá Lewandowski na presidência do STF

Os magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF) elegeram nesta quarta-feira (10) a ministra Cármen Lúcia para a presidência da Corte pelos próximos dois anos. A eleição foi protocolar, na medida em que o tribunal adota para a sucessão de seus presidentes o critério da antiguidade. É eleito para o comando do Supremo o ministro mais antigo que ainda não presidiu a Corte.

Também na sessão desta quarta-feira, o ministro Dias Toffoli foi eleito vice-presidente do Supremo para o próximo biênio.

Integrante do STF desde 2006, Cármen Lúcia deverá tomar posse na presidência do STF em meados de setembro, quando o ministro Ricardo Lewandowski deixa o comando do tribunal.

Atual vice-presidente do Supremo, Cármen Lúcia será a segunda mulher a comandar a mais alta instância do Judiciário. A primeira mulher a presidir o tribunal foi a ministra aposentada Ellen Gracie, que ocupou uma cadeira na mais alta Corte do país entre 2006 e 2008.

Nos dois anos em que presidirá o STF, Cármen Lúcia acumulará a função com o comando do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão de controle dos tribunais.

PERFIL

Natural de Montes Claros (MG), Cármen Lúcia Antunes Rocha, 62 anos, foi nomeada para o STF em 2006 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Formada em direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) em 1977 — onde também atua como professora–, começou a carreira jurídica como advogada.

Na academia, a ministra titulou-se mestre em direito constitucional pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especialista em direito empresarial pela Fundação Dom Cabral. É autora de sete livros, focados sobretudo em direito de Estado e administração pública.

(G1)


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