Carmem Lúcia diz NÃO a Michel Temer

Na tentativa de evitar uma crise que prejudique sua agenda, o presidente Michel Temer atuou como uma espécie de bombeiro para acalmar os ânimos entre o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia.

A ministra e o senador protagonizaram troca de farpas públicas nesta terça-feira (25), o que levou o presidente a entrar em contato com ambos para propor um diálogo entre os dois e pregar a harmonia entre os Poderes.

A preocupação de Temer é que o clima de animosidade entre o Judiciário e o Legislativo possa afetar o cronograma de votações no Congresso Nacional, sobretudo da proposta do teto de gastos públicos. O objetivo do Palácio do Planalto é aprová-la antes do recesso parlamentar, ainda em novembro.




Além disso, o governo federal receia que o ressentimento de Renan com o ministro Alexandre de Moraes (Justiça), a quem chamou de “chefete de polícia”, possa inviabilizar o Plano Nacional de Segurança, conjunto de medidas que será lançado pelo governo federal. Parte delas depende de aprovação do Congresso Nacional.

Em busca de uma reconciliação entre Renan e Cármen, Temer telefonou para ambos e os convidou para um encontro nesta quarta-feira (26) no Palácio do Planalto. A ideia da reunião foi de Renan, mas Cármen alegou agenda cheia e não iria ao compromisso.

O próximo encontro entre os três seria na sexta-feira (28), no Palácio do Itamaraty.

Em conversa com Temer, no entanto, Renan demonstrou resistência em participar da reunião por causa da presença de Moraes.

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