Assim como Renan, Geraldo Alckmin (PSDB-SP) não cumpre decisão judicial e aumento nas tarifas é mantido

A secretaria de Transportes Metropolitanos do governo Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que a tarifa de integração entre ônibus e trilhos subiu de R$ 5,92 para R$ 6,80 nesta segunda-feira (9) mesmo após decisão liminar da última sexta-feira (6).

O Bom Dia São Paulo, no entanto, encontrou estações do Metrô como Armênia e Pinheiros cobrando os valores da integração sem o reajuste. Em entrevista ao telejornal, o secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, afirmou que vai conversar com representantes dessas estações para passarem a cobrar a tarifa mais cara.

Na Estação Pinheiros, Linha Amarela do Metrô, na manhã desta segunda, quem passava o Bilhete Único para entrar na estação Pinheiros da CPTM não pagaram o reajuste. Foram descontados R$ 2,12, o que dá os R$ 5,92, que é o valor antigo da integração. O mesmo acontecia para quem ia para o Metrô.




A decisão do juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho cancelou toda a planilha de aumentos publicada no dia 31 de dezembro, que inclui também os bilhetes mensais e 24 horas (veja lista abaixo). A decisão, no entanto, não barra o aumento do transporte intermunicipal da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), que afetará 1,7 milhão de pessoas que usam mais de 570 linhas de ônibus.

Há ilações de que a manutenção da tarifa básica do metrô apenas se deu porque o governador do Estado não queria arcar com o ônus político do reajuste, pois o candidato a Prefeito Municipal por ele apoiado e eleito declarou após as eleições que manteria o valor da tarifa básica do ônibus”, diz a decisão do juiz.

“A discriminação parece ser injusta, pois a medida é mais benéfica a quem reside em locais mais centrais e se utiliza apenas do metrô, cuja tarifa básica foi mantida, mas revela-se gravosa a quem reside em locais mais distantes e se utiliza do trem e do metrô, cuja tarifa integrada foi aumentada acima da inflação”, completou o juiz.

O juiz avaliou ainda que, se o reajuste não fosse suspenso, haveria “risco” aos usuários do transporte, que seriam “obrigados a maiores gastos em momento de crise econômica”.

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