Início Destaques Anotações encontradas na casa de Rocha Loures sugerem compra de votos no Golpe de 2016

Anotações encontradas na casa de Rocha Loures sugerem compra de votos no Golpe de 2016

A Polícia Federal apreendeu um bloco de anotações durante a Operação Patmos, deflagrada em maio de 2017 como desdobramento da delação premiada do grupo J&F. A folha de abertura traz uma informação: em caso de perda, recompensa-se com R$ 200. A pessoa a ser procurada atende pelo nome de Rodrigo Rocha Loures, o ex-assessor especial do presidente Michel Temer preso após ser flagrado recebendo propina do grupo empresarial comandado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.




O bloco estava na casa de Rocha Loures em Brasília e passou a fazer parte do conjunto de documentos anexados às investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente da República. Está recheado de anotações datadas de 2015 e 2016, quando Rocha Loures assessorava Temer na Vice-Presidência. São rabiscos valiosos que ajudam a entender mais sobre a engrenagem que movimenta a capital do país. Há referências a nomeações de apadrinhados políticos, a verbas do Orçamento para satisfazer a base aliada, a reuniões com empresários, a números da economia. Um trecho em especial sugere uma estratégia pró-impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

São apontadas, em duas páginas, “ações” a serem realizadas. Não existe indicação de quem se encarregaria delas. Aparecem listadas, entre outras, ações como “Distribuir folhetos base” com os dizeres “Vamos ajudar deputado a decidir. Ele está indeciso”; “Trabalho junto aos prefeitos e doadores”; “Anúncio pago em jornal interior”; ou “Faixa na frente casa – Aqui tem um deputado indeciso => raio de 1 km da casa”.

Época


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