Alexandre Accioly negocia delação sobre corrupção e lavagem que envolve Aécio Neves (PSDB-MG)

O empresário Alexandre Accioly, amigo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), iniciou conversas com procuradores da força-tarefa da Lava Jato visando um acordo de delação premiada.

As tratativas ainda estão no início, mas o foco dos relatos são acusações de corrupção e lavagem de dinheiro que envolveriam Aécio.




Accioly já foi citado na delação de Henrique Valladares, ex-diretor da área de energia da Odebrecht, que disse que a empresa baiana teria feito pagamento de propina a Aécio por meio de uma conta do empresário em Cingapura, no Sudeste Asiático.

“Então, [um dia] o Dimas [Toledo, ex-diretor de Furnas e homem de confiança de Aécio] me traz um papelzinho com o nome do Accioly. Eu sabia que era amigo do governador [Aécio]. Eu me recordo que é em Cingapura a conta”, disse Valladares.

A suposta propina, segundo o delator, fazia parte de um acordo para compra de apoio do PSDB ao consórcio que a Odebrecht liderava no leilão para a construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, em Rondônia.

Accioly negou na ocasião que fosse “titular de recursos de qualquer conta ou estrutura financeira em Cingapura”. Aécio também disse que eram falsas as afirmações do delator.




Os procuradores da Lava Jato apuram as informações fornecidas pelos delatores da Odebrecht em relação ao senador tucano.

Segundo fontes ouvidas pela Folha, Accioly contratou um advogado exclusivamente para negociar a delação, já que Renato de Moraes, seu atual defensor, não atua em acordos de delação premiada.

Ele é dono da rede de academias BodyTech e padrinho de um dos filhos do senador tucano.

Na BodyTech ele tem como sócio o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN), citado na delação de três executivos da Odebrecht como sendo beneficiário de R$ 100 mil em caixa dois na campanha de 2010.

Faria também é citado na delação de Ricardo Saud, executivo da JBS, que disse que o deputado participou de um jantar na casa de Joesley Batista, dono da JBS, onde teria sido acertado pagamento de propina para a campanha de seu pai, Robinson Faria (PSD-RN), eleito governador do Rio Grande do Norte, em 2014.

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