Aécio Neves se alia ao vice-governador de Minas Gerais e articula outro golpe

Conceição Lemes – Viomundo:

O deputado estadual Rogério Correia (PT-MG) postou em sua página o vídeo abaixo.





Ele denuncia:

Estão tentando articular um golpe em Minas Gerais.

Quem está por trás é novamente o PSDB. Agora, através dos deputados estaduais que falam abertamente em subtrair o mandato do governador eleito no primeiro turno Fernando Pimentel.

Este golpe tem um interessado maior. É o senador Aécio Neves.

Aliás, foi ele que, junto com Eduardo Cunha, articulou essa bagunça toda no Brasil.

Não aceitou o resultado das urnas, se uniu a Eduardo Cunha, que até hoje não está preso, e, a partir daí, nós estamos agora pagando a conta.

(…)

Agora, …querem na mão grande, sorrateiramente, reconquistar o estado através de obter uma maioria na Assembleia legislativa.

Nós estamos aqui confiantes. Nós temos o PMDB unido com o PT e os demais partidos da base de sustentação do governo Fernando Pimentel.

Mas eles já falam em criar crise. E por isso nós precisamos resolver isso rapidamente.

(…)

Não podemos permitir que se faça em Minas Gerais o que se fez no Brasil: atacar a democracia.

O petista Fernando Pimentel, governador de Minas Gerais, assim como o tucano Alexandre de Moraes, ministro da Justiça de Temer, é alvo da Operação Acrônimo, coordenada pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF).

A denúncia contra Pimentel diz respeito à época em que era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Ele teria participado de um esquema de propina para atender aos interesses da montadora Caoa. A PF acusa-o de corrupção e lavagem de dinheiro.

Pimentel nega.

Na quarta-feira (05/10), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que cabe à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) autorizar a abertura de ação penal contra o governador mineiro. Para isso ocorrer, é necessário ter o aval de dois terços dos deputados.

“A tendência da Assembleia Legislativa é respeitar o voto popular e não permitir a abertura de processo e o afastamento de Pimentel”, afirma Correia.

“Aqui, a bancada do PMDB está conosco, a partir da liderança dos deputados Adalclever e Sávio, oriundos e fundadores comigo do antigo bloco de oposição aos tucanos, o Minas Sem Censura”, observa.

Adalclever Lopes é o presidente da Assembleia Legislativa. Sávio Souza Cruz, secretário estadual da Saúde.

Mas os tucanos, como denunciou Rogério Correia no vídeo, falam abertamente em criar uma crise que leve ao afastamento de Pimentel.

O vice-governador, Antônio Andrade (PMDB), trabalha junto com o senador Aécio Neves (PSDB) pelo golpe lá.

Antônio Andrade é presidente do PMDB mineiro e ligado ao presidente ilegítimo Michel Temer. No período de interinidade, ele chegou a se reunir com o golpista no Palácio do Planalto.

Na segunda-feira passada (03/10), sem consultar o partido, ele se encontrou com Aécio para combinar o apoio no segundo turno a João Leite, candidato do PSDB à prefeitura de Belo Horizonte.

Acabou desautorizado pelo próprio partido.

No PMDB de Minas, alguns já o chamam de “minitemer”, em alusão à traição do golpista à presidenta Dilma Rousseff.

“Enquanto o ministro Alexandre de Moraes nem é investigado, o Pimentel é perseguido”, diz Rogério.

O deputado petista refere-se à reportagem de Rubens Valente e Mário César Carvalho, publicada na sexta-feira (07/10), revelando que Moraes recebeu, no mínimo, R$ 4 milhões de empresa também alvo Operação Acrônimo.

As anotações com o nome do ministro da Justiça de Temer foram apreendidas em 16 de agosto de 2016.

Em 22 de setembro, apenas oito dias após dar entrada no Supremo Tribunal Federal (STF), o caso foi arquivado pelo ministro Luiz Fux sem qualquer investigação.

“Mas como todo tucano o ministro golpista é previamente inocente”, ironiza Rogério.

“Que o diga o senador Aécio Neves, campeão no quesito delação”, arremata. “Ele foi mencionado por, pelo menos, nove delatores da Lava Jato.”