A ignorância e o preconceito da bexiga

patyLuciana Oliveira

É mais quem debate sobre como começou a onda de dividir o Brasil, se com o povo da esquerda ou da direita.

Que me lembre quem começou a danação, o chabu de preconceito com o Nordeste foi Diogo Mainardi, comentarista no programa “Manhattan Connection”, da Globo News, há dois anos.

“O Nordeste sempre foi retrógrado, sempre foi governista, sempre foi bovino, sempre foi subalterno durante a ditadura militar, depois com o reinado do PFL e agora com o PT. É uma região atrasada, pouco educada, pouco construída, que tem uma grande dificuldade para se modernizar na linguagem.”




Do mesmo jeito que uma ruma de gente repudiou, outra de brocoiós fez correr a declaração da peste como que admitindo.

Uma renca criou até um movimento, com plebiscito e tudo, pra dividir o país com estados do Sul.
Nesta terça-feira (25), quem soltou o rojão de preconceito aos nordestinos foi a atriz Alexia Dechamps, aquela que interpretou uma quenga na novela Mulheres de Areia que apoiou o vice-prefeito que tomou posse com um golpe.

A sibite baleada fez uma declaração da moléstia contra o povo do Nordeste numa audiência pública na Câmara dos Deputados em que de discutia a proibição da prática da vaquejada no Brasil, uma tradição cultural.

A mucissa foi lá dar palpite a convite do deputado Ricardo Izar (PP-SP) em defesa dos animais.
“Calem a boca que nós já pagamos o Bolsa Família de vocês”, disse.

Eu mesma não vi, soube porque a colunista Fabíola Reipert, do site ‘R7’, divulgou o carão que a modelo Maria Paula Maia, que estava na audiência, deu na colega abestada através do Instagram.

“Estou chocada que além de completamente alienados, esse pessoal é extremamente preconceituoso e desrespeitoso”, disse a atriz.

O que essa cabruquenta disse não piora o que já foi dito contra o Nordeste, mas confirma que o preconceito e o ódio que empestaram mentes são disseminados todos os dias pela direita com sangue velho da extrema-direita.




Vem do povo que tem pavor de dividir espaço com pobre, por isso quanto mais pobre melhor, porque fica mais distante.

Vem do povo que podendo acabaria com o Bolsa Família só pra pobre morrer mais rápido do que já morre.

Imagine o Brasil Ser Dividido e o Nordeste ficar independente!

O poeta cabra da peste Braulio Bessa imaginou e com um verso que foi uma chapuletada na ignorância dos que não precisam de Bolsa de Família, mas fazem questão de Bolsa Privilégio, respondeu com muito amor.

“Se isso aí se tornar realidade
E alguém do Brasil nos visitar
Nesse nosso país vai encontrar
Confiança, respeito e amizade”

E, pra finalizar, a pérola do poeta nordestino Jessier Quirino: “Triste do homem (ou mulher) que faz da boca um cu”.

Luciana Oliveira, bacharel em Direito, jornalista e ciberativista de causas sociais. Blogueira progressista e membro da Comissão Nacional de Blogueiros


Leia mais