A esquerda e o Supremo

Celso de Mello foi nomeado por José Sarney, Marco Aurélio por Fernando Collor, Gilmar Mendes por Fernando Henrique.

Os demais ministros do Supremo Tribunal Federal foram nomeados por Lula ou Dilma.

Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Cármem Lúcia (sem contar Joaquim Barbosa, Eros Grau, Cesar Peluso, Carlos Ayres Brito e Carlos Alberto Menezes Direito) pelo primeiro. Já Luiz Roberto Barroso, Luiz Edson Fachin, Rosa Weber e Luiz Fux – além de Teori Zavascki – pela presidente golpeada.

Como se verifica, a Suprema Corte do país teve vários presidentes nomeados por governos progressistas. O partido que presidia a República fez várias escolhas. Mas errou.




Malgrado a indicação de Edson Fachin, que era marxista e foi para o campo oposto desde a sua sabatina no senado, os dois ex-presidentes mencionados fizeram indicações bastante infelizes. Em sua maioria, os indicados eram pelo menos de gosto duvidoso, para dizer o mínimo.

O motivo da escolha por ministros “imparciais” teve gravíssima repercussão em seus mandatos, na esquerda brasileira e nos destinos da nação.

A razão era passar para o povo e para a imprensa que o governo era neutro.

A ação penal 470, conhecida como mensalão, abriu o leque do conservadorismo. Com diversas ilegalidades, além da quebra da garantia das liberdades individuais, tornou-se um marco na caça aos governos de esquerda.

A direita jamais cometeria erro parecido. Basta ver o nome de Gilmar Mendes para se ter uma ideia do que queria o PSDB. Jamais tiveram vergonha de assumirem tal postura.

Para quem tiver alguma dúvida, a teratológica escolha de Alexandre de Moraes confirma o arrazoado.

Wallace Martins é advogado criminal. Atua também como professor de Direito Penal em cursos de graduação e pós-graduação.

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